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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Semana Nacional do Trânsito: mais de um milhão de animais são atropelados diariamente

Aplicativo "Urubu Mobile" auxilia na coleta de dados e políticas públicas de prevenção a acidentes com a fauna silvestre
Nesta segunda-feira (18), é iniciada a Semana Nacional do Trânsito. O Brasil, que é o 4º país do mundo em número de acidentes de trânsito, também tem dados alarmantes de atropelamentos de animais silvestres. De acordo com o Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), cerca de 473 milhões de animais são atropelados todos os anos no País, ou seja, mais de um milhão por dia nas rodovias brasileiras.
O Programa Sistema Urubu - Rede Social de Conservação da Biodiversidade, idealizado pelo CBEE, com apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, foi criado justamente para conhecer de perto esse problema da fauna brasileira. Como parte das estratégias desenvolvidas pelo programa está o “Urubu Mobile”, um aplicativo que  conta com a colaboração dos usuários para informar e mapear os atropelamentos por todo o Brasil. Desde o lançamento, há três anos, o app foi baixado por mais de 22 mil usuários, que realizaram 70 mil registros em estradas brasileiras. De acordo com Alex Bager, responsável pelo Programa Sistema Urubu, as grandes vitórias do projeto são em escala nacional. “Mais que passagens de animais ou obras realizadas nesses três anos, nós estamos evoluindo no desenvolvimento de políticas públicas estaduais e nacionais. Esse é o grande avanço que estamos realizando em prol da conservação da natureza e de forma colaborativa”, comenta.
Apesar de 90% dos atropelamentos atingirem animais de pequeno porte, a taxa de fauna de grande porte também é significativa: quase 5 milhões de animais atropelados por ano. Segundo o coordenador de Ciência e Informação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Emerson Antônio de Oliveira, essa taxa elevada de atropelamentos representa um grande risco para a fauna brasileira. “Quando muitos animais são mortos, como no caso dos atropelamentos, uma reação em cadeia acontece. A diminuição de indivíduos e a extinção de uma espécie causam um desequilíbrio ecológico, afetando diretamente o ser humano, como por exemplo, proliferação de pragas e o deslocamento de predadores para centros urbanos em busca de alimentos”, afirma.
Confira algumas dicas importantes do Urubu Mobile ao avistar um atropelamento de animal silvestre na estrada:
  • Ao se deparar com um animal atropelado, reduza a velocidade com cautela, estacione o carro com segurança no acostamento e ligue o pisca alerta. Tire foto do animal e tenha cuidado para não causar acidentes.
  • Rodovias são locais perigosos para crianças. Não permita que desçam do carro para ver o animal na pista.
  • Evite o contato com a carcaça, lembre-se que os animais podem transmitir doenças e parasitas.
  • Se o animal estiver vivo não tente capturá-lo e transportar, pois certamente estará machucado. Avise a polícia rodoviária, polícia florestal e/ou o pessoal da concessionária da rodovia.
  • Nunca envie mais de uma foto do mesmo animal pelo aplicativo. Se você tirar mais de uma foto, escolha a melhor e envie apenas essa.
  • Somente envie fotos de animais selvagens. Não fotografe galinhas, vacas, cavalos, cachorros ou qualquer outro animal doméstico.
  • O CBEE tem interesse em registrar atropelamento de todas as espécies de animais selvagens (mas não insetos e outros invertebrados). Fotos de cobras, sapos e pequenas aves são tão importantes quanto tamanduás, onças e lobos.
Sobre a Fundação Grupo Boticário
A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990 por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento. Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou  1.528 projetos de mais de 500 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do país.  Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis. Na internet: www.fundacaogrupoboticario.org.br, www.twitter.com/fund_boticario e www.facebook.com/fundacaogrupoboticario.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

10 impactos causados pela redução de áreas naturais no Brasil

Recentemente, o governo federal propôs a redução de mais de 1 milhão de hectares da área de unidades de conservação (UCs), que inclui áreas do Pará, na Amazônia, e de outras regiões do Brasil.

A mudança, que já foi aprovada por uma comissão mista de deputados e senadores, acontece por meio de uma ferramenta ágil e destinada apenas a assuntos urgentes: as medidas provisórias. No último dia 16 de maio, a MP 756 foi aprovada pela Câmara dos Deputados, que autoriza a mudança de categoria de parques nacionais e de florestas nacionais e os transforma em áreas de preservação ambiental (APAs), cujas restrições para exploração são menores.

A proposta atinge uma região que sofre com o desmatamento há anos. Apesar da redução do índice histórico de desmatamentos na Amazônia, em 2016 ainda foram registrados 8 mil km² pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) – área equivalente a quase uma vez e meia o Distrito Federal, que tem 5,7 mil km². As consequências dessas ações não afetam somente quem vive perto das florestas, mas abrange todo o País, de Norte a Sul, sem contar o impacto causado na fauna, na flora e nos serviços ambientais daquelas áreas reduzidas pela proposta.

Confira dez fatos e impactos que a redução de florestas causa para o meio ambiente e para a população: Continua em CONSERVAÇÃO

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Maior desastre ambiental do Brasil deixa duras lições

Um ano após o rompimento da barragem de uma mineradora no Rio Doce, especialistas apontam medidas para evitar que outros incidentes se repitam
Em novembro, o desastre que alterou a geografia do distrito de Bento Gonçalves (MG) completa um ano. O local, situado a 35 km do município de Mariana, foi inundado por mais de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro, decorrentes do rompimento de uma das barragens da mineradora Samarco, que é controlada pelas empresas Vale e BHP Billton.
O “tsunami” de lama destruiu distritos e casas, deixou moradores desabrigados e matou 19 pessoas. No total 35 cidades no estado de Minas Gerais e 3 no Espírito Santo foram afetadas. As consequências para o meio ambiente também foram péssimas, visto que o mar de areia, ferro e outras substâncias arrasou com a mata ciliar do Rio Doce (quinta maior bacia hidrográfica do país), contaminou suas águas e ainda provocou a morte de 11 toneladas de peixes e outros organismos.
Um ano depois da tragédia, considerada o maior desastre ambiental do Brasil pelo Ibama, o Ministério Público Federal denunciou 22 pessoas das empresas responsáveis pela barragem. Elas vão responder por homicídio qualificado com dolo eventual – quando se assume o risco de matar – , crimes de inundação, lesão corporal, desabamento e crimes ambientais.
Para Leonardo Castro Maia, Promotor de Justiça da Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiçado do Meio Ambiente da Bacia do Rio Doce, quaisquer medidas punitivas adotadas agora, embora necessárias, são aquém da “desejável ação preventiva” dos órgãos públicos, da sociedade e das empresas.
“Para o sucesso da gestão ambiental, é necessário que a estrutura dos órgãos licenciadores e fiscalizadores receba os recursos materiais e humanos (qualificados) necessários ao cumprimento de sua missão. Também é imprescindível que esta atuação se desenvolva pautada em critérios técnicos, sendo inadequado tratá-la a partir de uma perspectiva estritamente política”, diz.
Prevenção
De acordo com Fabiano Melo, professor associado da Universidade Federal de Goiás (UFG) e membro da Rede de Especialistas de Conservação da Natureza, a atuação dos órgãos fiscalizadores é essencial para evitar futuras catástrofes, mas empresas e comunidade também devem fazer suas respectivas partes.
“É preciso um maior comprometimento das empresas envolvidas, contratando profissionais competentes e em número adequado. Não podemos deixar de mencionar o processo de vigilância que as próprias comunidades dependentes desse setor, sejam como usuários diretos e indiretos, sejam como contratados, devem empreender a todo momento’’, relata.
Já para Sérgio Lucena Mendes, professor associado da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e também membro da Rede de Especialistas de Conservação da Natureza, é preciso respeitar a segurança ambiental. “O desastre mostra que, em termos de segurança ambiental, é necessário trabalhar com margens de segurança folgadas, especialmente em empreendimentos com grandes impactos ambientais como a mineração’’. Ele complementa: “Não se pode permitir que o lucro e a competição empresarial ofusquem as políticas de prevenção e planejamento ambiental’’, conta.
Lado positivo
O professor Fabiano Melo relata que se existe algo bom a ser tirado do acidente, é a oportunidade de recuperar a Bacia do Rio Doce. “Esquecemos de todo o histórico negativo de ocupação humana na bacia, que remonta décadas e que já vem destruindo o rio, matando seus peixes e sua flora. Agora, com o desastre, é como se a população prestasse maior atenção à esta causa, que é a restauração ecológica”, relata. Essa restauração contribuirá inclusive para uma maior resiliência da sociedade, reduzindo potenciais impactos da mudança do clima, que deverão agravar ainda mais os antigos problemas que já eram sentidos na região, como a falta de água e perde de fertilidade do solo.
A Bacia do Rio Doce tem 850 quilômetros de extensão, sendo que 86% desse total está em Minas Gerais e 14% no Espirito Santo. Até o início da exploração de pedras preciosas no Brasil, era praticamente uma região inexplorada, repleta de árvores com 35 metros de altura e uma rica biodiversidade. Hoje, a região comporta milhares de indústrias, tem cerca de 3,5 milhões de pessoas e tem uma economia diversificada, baseada em agropecuária, suinocultura, cultura do café entre outras.
Para saber mais: Sem fiscalização
Das 17.259 barragens cadastradas na Agência Nacional de Águas (ANA) entre outubro de 2014 e setembro de 2015, apenas 4% foram fiscalizadas pelo órgão, segundo o Relatório de Segurança de Barragens 2015 divulgado em agosto deste ano. Para a ANA, a baixa fiscalização é decorrente da falta de estrutura, visto que existem apenas 43 unidades fiscalizadoras.
Outro fato apontado pelo relatório é que ainda há carências de informações sobre as barragens e o risco, o que compromete o trabalho de fiscalização. Das barragens cadastradas, apenas 2.368 foram classificadas por categoria de risco e 2.224 quanto ao dano potencial associado, o que representa somente 13% e 12% do total, respectivamente.
A barragem de Fundão, protagonista da tragédia de Mariana, foi classificada como categoria de baixo risco e alto dano potencial associado pelo Departamento de Produção Mineral (DNPM), uma das unidades da ANA responsável pelas fiscalizações das mineradoras.
Relatório do Tribunal de contas da União (TCU), divulgado em setembro, no entanto, aponta que o DNPM falhou com a Samarco e não conseguiu fazer a empresa seguir os padrões exigidos pela Lei 12.334/2010, conhecida como Política Nacional de Segurança de Barragens.
No documento de 62 páginas, relatado pelo ministro José Maurício Monteiro, o TCU destaca que o órgão não é competente na conferência dos dados repassados pelas mineradoras e que não tem planejamento para vistorias, o que contribuiu para que a tragédia de Mariana ocorresse. A última vistoria na barragem de Fundão, por exemplo, foi feita apenas em 2012.

*Fabiano R. de Melo e Sérgio Lucena Mendes são membros da Rede de Especialistas de Conservação da Natureza, uma reunião de profissionais, de referência nacional e internacional, que atuam em áreas relacionadas à proteção da biodiversidade e assuntos correlatos, com o objetivo de estimular a divulgação de posicionamentos em defesa da conservação da natureza brasileira. A Rede foi constituída em 2014, por iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

sábado, 22 de outubro de 2016

Pra quê "prender" as árvores nas praças da cidade?

Todo ano , a prefeitura Municipal tem que realizar obras de reparo  nessas verdadeiras “prisões de raízes” , tendo que colocar de novo tijolos pra segurar a terra que cobre as raízes da árvore. Todos sabemos que não há necessidade dessas pedras cimentadas em volta da árvore e nem da terra ali depositada. Fatalmente, dentro de alguns meses as raízes da árvore vão criar esse levantamento do solo e consequentemente a erosão, e com isso ela deixa de respirar o necessário pra fazer a sua função de fotossíntese e em nada, esses tijolos cimentados em volta dela contribuem com embelezamento, pelo contrário, tira toda a beleza da árvore que não está apenas em seus troncos e galhos. É hora de aproveitar esse momento e acabar de retirar os tijolos e cimento e também a terra que cobre as raízes e deixar a natureza livre e demonstrar assim o amor pelo ecossistema e que os aprendizados que tivemos na escola  não foram apenas pra se “passar de ano”. ( A de Antônio )

Essa é a Praça Santo Antônio, em Recreio,Minas 

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Francisco Veras pronto para plantar

Os 23 viveiristas contratados pelo Centro Cultural Francisca Veras para executar o convênio com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), que prevê a produção de 2,88 milhões de mudas de árvores nativas para o Projeto Plantando o Futuro, receberam treinamento na Universidade Federal de Viçosa (UFV) e estão aptos para começar as atividades de plantio e manutenção.

O curso de formação de viveiristas, ministrado entre os dias e 12 e 14 de setembro, foi promovido pela Sociedade de Investigações Florestais (SIF), parceira da Universidade Federal de Viçosa (UFV), e pelo Polo de Excelência em Florestas. As disciplinas apresentadas pelo professor da UFV, Eduardo Borges, e pelo Líder Técnico e Gerencial da Evolução Florestal, Alex Freitas, abordaram metodologias de extrativismo de sementes e produção em escala de mudas nativas.

Para o ministrante Alex Ferreira de Freitas, “foi muito gratificante ter partilhado seus conhecimentos técnicos com a equipe do projeto, pois é uma das maiores inicitivas socioambientais do Brasil.”

O convênio

De acordo com o convênio assinado com a Codemig, o Centro Cultural Francisca Veras irá fazer a construção de quatro viveiros no Estado, nas regiões Norte, Sul, Vale do Rio Doce e Triângulo Mineiro, para recuperar áreas degradas em 27 assentamentos criados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Por meio de edital de seleção, o Centro Cultural Francisca Veras selecionou, em julho, 23 pessoas para executar o projeto “RADAR Recuperação de Áreas Degradadas em Assentamento de Reforma Agrária de Minas Gerais”. 

Julho também marcou a definição do local de construção do viveiro no Vale do Rio Doce. A terraplanagem em uma área de 7.200m² já foi realizada no Assentamento Liberdade, no município de Periquito. A estrutura irá contar com galpão de trabalho, depósito e sala de beneficiamento e armazenamento de sementes.

No Triângulo Mineiro, além do mapeamento da Área de Reserva Legal no Assentamento Flávia Nunes, ficou definido que o Assentamento Emiliano Zapata, em Uberlândia, abrigará um viveiro em uma área de 2.500m², onde serão construídos galpão e escritório. A área tem curso d’água próximo e não será necessária supressão vegetal, já que o local já está limpo.

Na Região Sul, o Centro Cultural Francisca Veras está avaliando a implantação de um viveiro no Assentamento Nova Conquista, em Campo do Meio. A previsão é que este viveiro produza 120 mil mudas.

Na Região Norte, foram organizadas reuniões para explicar o funcionamento do Plantando o Futuro e do Projeto Recuperação de Áreas Degradadas em Assentamento de Reforma Agrária.

A previsão é que as 2,88 milhões de mudas cubram uma área de, aproximadamente, 2,6 mil hectares. O plantio nos assentamentos será precedido de elaboração e aprovação dos Planos de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad's), um para cada região, com priorização das áreas com maior passivo ambiental identificado, bem como das áreas de entorno de nascentes e cursos d'água, existindo registros de passivo da ordem de 4.316,55 hectares.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Rede de Especialistas em Conservação da Natureza é apresentada durante Congresso Mundial de Conservação

Iniciativa brasileira aproxima cientistas de diferentes áreas à imprensa nacional
A Rede de Especialistas em Conservação da Natureza foi apresentada no Congresso Mundial de Conservação 2016, no dia 4 de setembro, no Havaí (EUA).
O evento, realizado a cada quatro anos pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês), acontece de 1 a 10 de setembro e conta com de cerca de seis mil participantes. É a maior e mais importante reunião mundial de representantes e formadores de políticas ambientais desde a assinatura do Acordo de Paris – que prevê metas para que os países reduzam as suas emissões de gases de efeito estufa.

Evento de comunicação do Congresso da IUCN incluiu a Rede de Especialistas 
Crédito: Bianca Brasil 
A Rede de Especialistas e outras iniciativas da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, como a Conexão Estação Natureza e o Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, foram apresentadas durante o workshop “Estratégias Inovadoras em Comunicação – Impactando a Sociedade Por Meio de Uso Eficiente de Mídias”, como exemplos de ações que estimulam o debate e aproximam o assunto da conservação da população brasileira. Além da Fundação, três outras instituições participam desse workshop como co-organizadores: Conservation Council for Hawai'i (EUA), Fiji Environment (Fiji) e National Geographic Society (EUA).
Formada por 57 profissionais de referência nacional e internacional, a Rede de Especialistas em Conservação da Natureza foi constituída em 2014, por iniciativa da Fundação Grupo Boticário. Seu objetivo é estimular a divulgação na mídia de posicionamentos em defesa da conservação da natureza brasileira.
Comunicar para transformar
O tema do congresso deste ano, “O planeta está em uma encruzilhada”, foi escolhido para alertar a população mundial de que o tempo não está a nosso favor. Porém, um dos grandes desafios das organizações que trabalham com meio ambiente é justamente conseguir levar essa mensagem às pessoas comuns, segundo a diretoria executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes, que representará a instituição no Congresso Mundial de Conservação.
“No workshop de comunicação, discutimos com participantes de diferentes países exemplos de ferramentas que têm se mostrado eficazes para sensibilizar as pessoas em prol da causa da conservação da natureza”, afirma. Para ela, o desafio das organizações ambientais no Brasil e no mundo é comunicar de modo a fazer com que as pessoas percebam a conexão entre a proteção da natureza e a vida das delas. “Isso é fundamental para que os cidadãos reconheçam a importância da natureza e se engajem na causa da conservação”, conclui.
Para saber mais sobre os membros da Rede de Especialistas, acesse o Guia de Fontes disponível aqui

sábado, 3 de setembro de 2016

Para plantar 30 milhões de árvores no estado, projeto necessita de viveiros florestais.

Para cumprir a meta do Plantando o Futuro, que é de plantar 30 milhões de árvores no Estado até dezembro de 2018, o projeto necessita que a produção de mudas seja viabilizada por meio de viveiros florestais. Estas estruturas são áreas reservadas para o cultivo de mudas. O Plantando o Futuro vai descrever como funcionam e qual a melhor maneira de construir um viveiro.
O que é um viveiro de mudas?
Um viveiro de plantas é uma porção de terra destinada para a multiplicação e para a cultura de plantas lenhosas, principalmente árvores, arbustos e plantas vivazes, até que se tornem aptas para serem transplantadas ou comercializadas. Os viveiros podem ser: permanentes, temporários e de espera.
Viveiro Permanente
O viveiro permanente tem a função de produzir mudas por durante vários anos. Neste caso o viveiro requer um planejamento muito mais minucioso, o que torna o custo mais elevado.
Viveiro Temporário
Os viveiros temporários são próprios para a produção de mudas em determinado local durante apenas certo período de tempo para cumprir um objetivo específico. Estes viveiros são de planejamento e instalações simples e são instalados próximos da área de plantio definitivo.
Viveiro de espera
O viveiro de espera também é instalado próximo à área do plantio definitivo, onde são armazenadas as mudas produzidas no viveiro permanente, para um período de aclimatação antes do plantio definitivo.
Disponibilidade de água
O viveiro deve ter uma fonte de água de boa qualidade, com produção suficiente para a abastecer a estrutura. A água deve estar livre de quaisquer poluentes e com as fontes protegidas, para evitar contaminações.
Disponibilidade de energia elétrica
O acesso à rede de energia elétrica é necessário para que sejam mantidos em funcionamento todos os equipamentos que dependem dessa fonte.
Solo
O solo deve ter boa drenagem, estar livre de plantas invasoras, doenças e pragas. Quando o solo não for impermeabilizado, o chão do viveiro deve ser coberto por uma camada de brita, ou outro material que exerça a função de facilitar o escoamento das águas e o controle de plantas daninhas.
Acessibilidade
O viveiro deve ser localizado próximo a estradas que permitam o trânsito de veículos pesados para facilitar o transporte das mudas e diminuir custos de produção.
Declividade
O terreno escolhido deve apresentar leve declividade, no máximo 3%, para evitar acúmulo de água em períodos chuvosos. Devem ser construídas canaletas de drenagem, para facilitar o escoamento do excesso de água de chuva.
Orientação
A área deve, preferencialmente, estar com sua face maior voltada para o norte, permitindo maior incidência de luz solar durante o dia todo, além de garantir maior proteção dos ventos vindos do sul.